terça-feira, 27 de maio de 2008
FALANDO FRANCÊS
NÃO VOU MAIS !

ESSE ANO NÃO VAMOS TER FOGOS
sexta-feira, 23 de maio de 2008
OS ALBUNS DE FIGURINHAS
OS DOCES DA MINHA AVÓ
domingo, 18 de maio de 2008
AQUI NÃO FICO. NÃO!
sábado, 17 de maio de 2008
MEU PADRINHO NOUZINHO DA EMA
A COPA DO TRI

quinta-feira, 15 de maio de 2008
AS FÉRIAS NO JENIPAPO

Outro período bastante animado era quando o povoado realizava seus festejos natalinos. Isso já em meados de janeiro. Amigos e familiares enchiam a residência dos meus tios. Passeios na feirinha e a noite forró e namoro. Zé Preá, cunhado da minha tia Florípedes abastecia a casa com refrigerantes de gasosa, licores e toda sorte de bebida. Enquanto isso a meninada brincava nos brinquedos da pracinha. Cansados todos procuravam um cantinho para descansar e só eram acordados pelo cheirinho de café que transbordava da chaleira.
VIAGEM À FORTALEZA
Em 1969 meu pai organizou uma viajem à Fortaleza, não sei bem o que ele foi fazer por lá. Viajamos na Kombi de tio Faro. Na frente meu pai e meu tio dirigindo, no segundo banco iam minha mãe Valderez minha cunhada e Elizeu Martins, no terceiro banco mais algumas pessoas que não lembro e eu no meio das bagagens. Para encurtar a viagem seguimos até a cidade de Tucano na Bahia, passamos por Euclides da Cunha até encontramos a barragem de Cocorobó. Próximo ao local meu pai comentou sobre uma grande guerra que teria acontecido ali. Ao chegarmos próximo a grande barragem avistamos um velho canhão que dormia tranqüilo seu sono de batalha. A essa altura o calor dentro do carro já era insuportável, a poeira enchia os olhos e endurecia o cabelo. Lá pára tantas chegamos a Cabrobó na beira do velho Chico e podemos usufruir de sua brisa. Almoçamos e seguimos viajem. Logo adiante encontramos alguns trechos de asfalto. A viajem começava a ficar enfadonha, então meu tio Faro propôs fazer uma brincadeira: os passageiros do lado direito e esquerdo do carro iriam contar o maior número de jegues possíveis que estivessem à beira da estrada e o lado que vencesse não pagaria o jantar. Já estávamos no Estado do Ceará e a conta do número de jegues ia alta. Entretanto, entre um cochilo e outro a brincadeira foi perdendo fôlego e ao cair da tarde ninguém contava mais. Chegamos finalmente ao último posto de gasolina antes de subir a Serra do Padre, Mas não havia gasolina. Resolvemos jantar ali mesmo e buscar o próximo posto. Um sertanejo tinha apontado o "beiço" dizendo que ficava logo ali. Já estávamos quase sem gasolina quando as luzes do bendito posto anunciaram sua presença. Finalmente chegamos à Fortaleza quando a noite já estava dando seu lugar ao amanhecer. No dia seguinte visitamos o mercado municipal onde ganhei um chapéu de couro. A tarde conhecemos a cidade de Aracati onde minha mãe comprou muitas toalhas de renda. No dia seguinte visitamos o Zoológico onde pela primeira vez vi um jacaré e fiquei bastante impressionado. Na madrugada seguinte refizemos o doloroso trajeto, mas com muitas histórias para contar.segunda-feira, 12 de maio de 2008
A MOEDA NA PAREDE

sábado, 10 de maio de 2008
A PAPEIRA

quinta-feira, 8 de maio de 2008
A BANDA DO SILVIO ROMERO
Eu estudava o primário no Grupo Sílvio Romero e o colégio ainda não possuía banda de fanfarra, apenas um tambor e duas marcações para guiar os estudantes, Seu Joãozinho gritava: marca o passo direito, pisa firme. Lá pra tantas os pés ardendo e sob o calor dos paralelepípedos o sincronismo já não era mais o mesmo. Quando cheguei à quarta série fui chamado para tocar uma das marcações. Meu irmão Deodoro tocava caixa no Laudelino Freire e observando-o aprendi. Cheio de empolgação comecei a treinar os outros dois colegas até que a diretora informou que tinha conseguido mais três instrumentos. Foi alegria total. No dia anterior ao desfile cada um levou seu instrumento para casa para a limpeza e ajustes. A farda dos alunos era a calça caqui de uso diário e camisa de tecido branca, foi aí que eu sugeri a turma fazer uma surpresa e colocar uma fita azul na lateral da calça. Todos combinamos uma da largura de dois dedos, mas não foi o que aconteceu: na hora do desfile aparece um dos músicos com uma de apenas um dedo. Acabei trocando tapas com ele e fomos para na secretaria. Era um garoto sarará que diversas vezes andamos nos estranhando. Como a colégio precisava dos nossos serviços fomos mandados de volta para puxar os pelotões e escapamos da suspensão. E lá fomos nós: pega, pega pra capá. Esse era o som dos instrumentos na interpretação da garotada.VISITA AOS PRESÉPIOS

A OINDHA DE NATAL
Além dos brinquedos comuns em todos os parques infantis havia também aqui em Lagarto alguns construídos grosseiramente segundo a sabedoria popular nordestina. A onda ou "oindha" como pronunciavam os menos instruídos, era o que mais chamava atenção dos freqüentadores, devido sua forma desengonçada. Uma grande roda de madeira, onde dezenas de pessoas iam subindo por uma escada colocada pelos trabalhadores do brinquedo, enquanto um trio de músicos composto por sanfona pé-de-bode, zabumba e pandeiro marcava o compasso dos giros efetuados pela grande girândola. Armado bem no meio da Praça Sebastião Garcez, era mais utilizado pelos visitantes vindo do interior do município. A “oindha” subia e descia enquanto dava suas voltas. Após algum tempo e sob os gritos dos que ficavam na parte mais alta, alguém de estômago cheio do arroz de galinha da casa de Rubem ou das goiabadas ganhas no jogo de roleta, vomitava sobre quem estava embaixo. Normalmente os trabalhadores ou alguém mais afoito que tentava subir no brinquedo sem usar as ditas escadas. Outro brinquedo também característico era um grande barco que sempre era armado ao lado da casa de José Correa Sobrinho e que mais parecia uma balsa. Como sempre, animado por um trio de música regional. O barco recebia um grande número de pessoas e faz lembrar o navio viking dos dias de hoje, subindo e descendo sob o olhar curioso dos assistentes. É claro que a comida não podia faltar e entre a casa de José Correa Sobrinho até o armarinho de Belo, existia uma fila de barracas de arroz de galinha, confeitos de castanha e amendoim, bolas de assoprar, bazares, barracas de bebidas e amorosa. Finalmente para matar o tempo e namorar, era de praxe dar dezenas de volta no entorno da praça Filomeno Hora. Ô saudade feliz de um natal que não voltará jamais.
Apesar do tempo fazer suas transformações, tive o prazer de levar meus filhos para brincar nos modernos brinquedos que hoje giram no mesmo local, provocando o mesmo fascínio que os de outrora.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
A BARCA DE NATAL

A RADIOFON
quinta-feira, 1 de maio de 2008
TELEVISINHO
No início dos anos setenta poucas casas possuíam aparelho de televisão 