Em 1979 fui passear no Rio de Janeiro onde deveria encontrar dois amigos que conheci em Lagarto, Geraldo e Roberto Willian. Viajei com meu cunhado Mário e Minha irmã Neném, passamos por Ouro Preto, Mariana e Congonhas do Campo em Minas Gerais. Depois da parte histórica e cultural, seguimos em direção ao litoral paulista, Ubatuba, Caraguatatuba, Parati e Angra dos Reis, passando pela usina nuclear no litoral entre São Paulo e o Rio, finalmente acampamos no Camping Clube do Recreio dos Bandeirantes. No primeiro dia nada de novo aconteceu a não ser a temperatura da água do mar que mais parecia sair da geladeira. No dia seguinte quando eu atravessava a pista para ir a praia lá vinha um fusca verde cana com uma prancha de surf em cima e dois garotões gritando, eram meus amigos que vinham de Macaé e trazendo aquele bronze típico dos ratos de praia. Foram dias inesquecíveis e de muitas aventuras. O grande sucesso do momento era a novela Dancing Days e a discoteca do mesmo nome instalada no alto do Pão-de-açucar atraiam turísticas de todos os cantos. Depois de curtimos um cuscuz nordestino em casa de D. Nicinha, mãe de Geraldo, partimos para a noitada. A fila do bondinho era imensa e chegava próxima ao muro do quartel do exército. A ditadura militar ainda comandava e as áreas militares eram restritas a presença de civis. Não era permitido a ninguém passar pela calçada que era guardada por soldados armados com metralhadora. Enquanto esperávamos pela vez de comprarmos os bilhetes da entrada comecei a sentir os efeitos de tanta comida diferente consumida durante mais de quinze dias. No início foi aquele toc-toc na barriga e um frio sem graça. Depois aquela vontade danada, foi aí que falei pros amigos: “tô apertado e se não fizer logo vou sujar a calça.” Geraldo ainda falou: “vamos voltar pra casa”, mas perder aquela noitada nem pensar. Foi então que me surgiu a idéia de usar a casamata que estava bem ali em frente. Enquanto o militar caminhava na direção oposta corri e me deleitei naquele quartinho apertado sob o olhar espantado de Geraldo e Roberto. Como não tinha papel apelei para a cueca mesmo. Felizmente o militar não se aproximou da casamata e pude escapulir sem ser visto. Mas ai, a noite não tinha mais graça e o cansaço do dia de praia só fazia ver uma boa cama. Quando pensávamos que a volta para casa seria tranqüila eis que cai uma daquelas trovoadas que só o Rio de Janeiro conheci e ficamos ilhados em cima de um viaduto próximo a Botafogo enquanto um rio de sujeira corria por baixo. Como não havia outra opção para sairmos e o engarrafamento tornava a situação pior, cada um foi se ajeitando como pôde e dormimos ali mesmo até que a água baixou e o sol começava a despontar novamente. A essa altura o trânsito já era intenso e mais um dia de praia se aproximava. Voltamos para a casa de Geraldo e dormimos até o meio dia. Uma coisa que até então eu não sabia, era que as pessoas iam à praia na parte da tarde e ficando até o por do sol. Aqui no nordeste, no máximo até as quatro. Mas no rio até a noite ainda encontramos pessoas com disposição para um mergulho. E foi aí sem entender muito aquele hábito me deixei levar pela malevolência do carioca. Confesso que ver o por do sol no Leblon, vendo as asas deltas se lançar da pedra da Gávea é algo inesquecível. Mais alguns dias e retornamos a terrinha enfrentando as chuvas torrenciais que caiam em Minas Gerais. sábado, 20 de dezembro de 2008
CAGUEI NO QUARTEL
Em 1979 fui passear no Rio de Janeiro onde deveria encontrar dois amigos que conheci em Lagarto, Geraldo e Roberto Willian. Viajei com meu cunhado Mário e Minha irmã Neném, passamos por Ouro Preto, Mariana e Congonhas do Campo em Minas Gerais. Depois da parte histórica e cultural, seguimos em direção ao litoral paulista, Ubatuba, Caraguatatuba, Parati e Angra dos Reis, passando pela usina nuclear no litoral entre São Paulo e o Rio, finalmente acampamos no Camping Clube do Recreio dos Bandeirantes. No primeiro dia nada de novo aconteceu a não ser a temperatura da água do mar que mais parecia sair da geladeira. No dia seguinte quando eu atravessava a pista para ir a praia lá vinha um fusca verde cana com uma prancha de surf em cima e dois garotões gritando, eram meus amigos que vinham de Macaé e trazendo aquele bronze típico dos ratos de praia. Foram dias inesquecíveis e de muitas aventuras. O grande sucesso do momento era a novela Dancing Days e a discoteca do mesmo nome instalada no alto do Pão-de-açucar atraiam turísticas de todos os cantos. Depois de curtimos um cuscuz nordestino em casa de D. Nicinha, mãe de Geraldo, partimos para a noitada. A fila do bondinho era imensa e chegava próxima ao muro do quartel do exército. A ditadura militar ainda comandava e as áreas militares eram restritas a presença de civis. Não era permitido a ninguém passar pela calçada que era guardada por soldados armados com metralhadora. Enquanto esperávamos pela vez de comprarmos os bilhetes da entrada comecei a sentir os efeitos de tanta comida diferente consumida durante mais de quinze dias. No início foi aquele toc-toc na barriga e um frio sem graça. Depois aquela vontade danada, foi aí que falei pros amigos: “tô apertado e se não fizer logo vou sujar a calça.” Geraldo ainda falou: “vamos voltar pra casa”, mas perder aquela noitada nem pensar. Foi então que me surgiu a idéia de usar a casamata que estava bem ali em frente. Enquanto o militar caminhava na direção oposta corri e me deleitei naquele quartinho apertado sob o olhar espantado de Geraldo e Roberto. Como não tinha papel apelei para a cueca mesmo. Felizmente o militar não se aproximou da casamata e pude escapulir sem ser visto. Mas ai, a noite não tinha mais graça e o cansaço do dia de praia só fazia ver uma boa cama. Quando pensávamos que a volta para casa seria tranqüila eis que cai uma daquelas trovoadas que só o Rio de Janeiro conheci e ficamos ilhados em cima de um viaduto próximo a Botafogo enquanto um rio de sujeira corria por baixo. Como não havia outra opção para sairmos e o engarrafamento tornava a situação pior, cada um foi se ajeitando como pôde e dormimos ali mesmo até que a água baixou e o sol começava a despontar novamente. A essa altura o trânsito já era intenso e mais um dia de praia se aproximava. Voltamos para a casa de Geraldo e dormimos até o meio dia. Uma coisa que até então eu não sabia, era que as pessoas iam à praia na parte da tarde e ficando até o por do sol. Aqui no nordeste, no máximo até as quatro. Mas no rio até a noite ainda encontramos pessoas com disposição para um mergulho. E foi aí sem entender muito aquele hábito me deixei levar pela malevolência do carioca. Confesso que ver o por do sol no Leblon, vendo as asas deltas se lançar da pedra da Gávea é algo inesquecível. Mais alguns dias e retornamos a terrinha enfrentando as chuvas torrenciais que caiam em Minas Gerais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Casino Reviews & Ratings | No deposit bonus codes for December
No Deposit 룰렛 배팅 Bonus Codes ✓ Top casinos 도박사이트 with no deposit bonus codes ✓ Best no 야구 사이트 deposit bonus codes for December 2021.Casino Codes · Casino Rewards · 바카라에볼루션 Free Spins · 텍사스 홀덤 룰 Deposit on Deposit
Postar um comentário