sexta-feira, 24 de outubro de 2008

CAÍ DA JAQUEIRA

Era um domingo de verão muito quente, a Turma da Baixa reunida não sabia o que fazer, os programas tinham se tornado cansativos. Alguns diziam vamos pra bica, outros que tal uma bolinha no campinho da AABB (hoje Rotary Clube) - a turma entrava pelo oitão da casa de Seu Zequinha Aleijado e chegava até o campinho -. Alguém finalmente teve a idéia de sair andando pela periferia. Então seguimos em direção a Horta, passamos pela estrada que vai para Itabaiana e mais adiante paramos para descansar em um alpendre de um velho sítio. Então Hermenegildo e Daniel resolveram investigar o que havia de bom na redondeza. As arvores centenárias faziam uma copa altíssima que levava sombra para todo o sítio. Havia uma jaqueira cheia de limo mais com frutos que pareciam apetitosos. Eu era metido a macaco e fui logo subindo, bati numa jaca aqui outra acolá, mas nada, nenhuma madura. Finalmente descobri uma que as abelhas estavam furando e pensei: só pode estar boa! Como um gato, fui me esticando até alcançar o fruto. O galho estava podre e não suportou o meu peso e lá vai ladeira a baixo uma mistura de Floriano jaca e galho. Por pura sorte cai dentro de um buraco que estava sendo aterrado com restos de folhas e troncos de bananeiras. Nada sofri, mas o tombo valeu como experiência. Felizmente a jaca estava deliciosa. Após o banquete seguimos até uma fonte que existia no povoado Limoeiro e era formada por um minante que brotava entre as raízes de uma grande arvore. De um lado a água era cristalina e servia para beber, do outro era de um branco azulado onde as mulheres lavavam roupas. Dali seguimos por um corredor todo coberto de grandes arvores até chegarmos à estrada que vai para Itabaiana. Final de tarde, final de passeio, hora de voltar para casa.

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